Galinho no Brasil, samurai no Japão
A escolha do título indica o fio narrativo um tanto inusitado do documentário sobre Arthur Antunes Coimbra: Zico: O Samurai de Quintino. A referência remete ao momento no qual o jogador mais famoso na história do Flamengo foi para o Japão trabalhar no Kashima Antlers, clube até então inexpressivo. Era o começo dos anos 1990 e o time, a partir do momento em que o brasileiro se dedicou a ele, tornou-se um fenômeno na Ásia.
No começo do filme dirigido por João Wainer, que estreia nos cinemas na quinta-feira 30, Zico é visto como o estrangeiro que profissionalizou o futebol na cidade de Kashima e que, graças à conduta, disciplina e exigência técnica, inspirou gerações. Ele era visto, no país, como um “samurai”.
Na juventude, no Rio de Janeiro, Zico, franzino e cabeludo, tinha o apelido de Galinho de Quintino – por ter nascido e crescido no bairro de Quintino Bocaiuva. Wainer se concentra numa biografia cronológica de Zico – hoje com 73 anos – em meio a rememorações dele e de familiares, fotografias e documentos que retratam sua trajetória impressionante no futebol, com 508 gols pelo Flamengo entre 1971 e 1990 e passagens pela Copa…

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