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‘Big weed’ brasileira: o erro estratégico das grandes corporações da cannabis

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‘Big weed’ brasileira: o erro estratégico das grandes corporações da cannabis

Em meio à neve e ao vento do porto de Vancouver, cheguei à Lift & Co, um dos maiores eventos de cannabis do mundo. Era janeiro de 2019, dois meses após a legalização total no Canadá. O país foi o primeiro do G7 a legalizar a maconha e o primeiro a assumir o objetivo de desenvolver toda a cadeia produtiva e se tornar vanguarda mundial no comércio.

Na época, a Aurora Cannabis era uma das maiores do mercado, avaliada em cerca de R$ 20 bilhões, considerada uma das principais big weed (grandes corporações de produção de cannabis) do mundo. Cam Battley era vice-presidente da empresa na época, e como sua empresa era a principal patrocinadora do evento, tinha a fala de abertura. Eu nunca vou esquecer da fala, porque cheguei acreditando que ele faria o discurso padrão de uma gigante do setor: os negócios da empresa, cultivo em escala, investidores e bolsa de valores. Me surpreendi.

Battley iniciou sua apresentação dizendo que poderia falar sobre business e mercado, mas que usaria seu tempo para falar sobre o desencarceramento. Durante 30 minutos, apresentou dados que escancaravam o disparate: um mercado em expansão enquanto pessoas seguem presas pela…


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