Aplausos de pé
O teatro, para Juca de Oliveira, morto no sábado 21, aos 91 anos, foi um chamado. Nascido em São Roque, interior de São Paulo, ele pisou pela primeira vez num palco aos 15 anos, a convite de um professor de xadrez.
Embora tenha adorado a experiência, ele seguiu tocando a vida, o que significava, em seu caso, trabalhar para ajudar a família. Foi sapateiro e balconista de farmácia antes de participar da seleção para office-boy no Banco Itaú, em São Paulo.
Escolhido para a vaga, mudou-se para a capital. Tinha 16 anos. A carreira no banco ia bem, e aquela sensação de êxtase que o teatro lhe havia provocado seguia guardadinha. O que acabou por fisgá-lo, depois de algum tempo na cidade, foi a política. Em 1953, filiou-se ao Partido Comunista. Não demorou para que, junto ao Sindicato dos Bancários, organizasse uma greve.
Da greve veio a demissão. Mas, com a demissão, veio também uma carta de recomendação que lhe permitiu logo se empregar em outro banco. Juca era um jovem bancário e um aluno da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, na Universidade de São Paulo (USP), quando um anúncio de jornal teve o efeito de uma voz que chama.
Nele, um grupo…

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