Horas depois de o cantor e compositor inglês Morrissey ter conquistado a terceira posição nas paradas britânicas com seu novo álbum, Make-up Is a Lie, lançado no início deste mês, o artista nomeou, durante passagem de sua turnê por Valência, na Espanha, os executivos que, segundo ele, trabalharam para “sua retirada de circulação”.
O novo álbum saiu seis anos após as portas de gravadoras, imprensa e rádios ficarem fechadas para sua música. O ostracismo seguiu-se a várias celeumas envolvendo o cantor, com acusações de racismo contra imigrantes e de proximidade com partidos e ideias de extrema-direita.
“Agradeço, emocionado, a todos que trabalharam para tornar o dia de hoje possível. Foi uma longa e árdua batalha, lutando constantemente contra aqueles que se esforçaram tanto para me tirar de circulação (…) sendo que nenhum deles tem qualificação moral para julgar outra pessoa”, afirmou.
Na sequência, ele alfinetou a indústria fonográfica e os artistas que estão em primeiro ou segundo lugar nas paradas de sucesso. Os cantores que atingiram essas posições são, a seu ver, “fabricados”, e não criadores entendidos, por alguns, como…

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