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Tecnologia ‘pega’ entre alunos e professores

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A ascensão da inteligência artificial (IA) tem transformado diversas áreas – inclusive, a educação. Tanto professores quanto alunos tem adotado a tecnologia, que traz vantagens e desvantagens. De um lado, oferece vantagens como automatizar tarefas para liberar tempo para instrução mais personalizada. De outro, levanta questões de aprendizado, precisão e até dilemas éticos. 

Para quem tem pressa:

  • A adoção da inteligência artificial (IA) na educação está crescendo entre professores e alunos. De um lado, proporciona benefícios como automatização de tarefas e personalização do ensino. De outro, levanta questões éticas e de qualidade;
  • Um relatório da Tyton Partners, patrocinado pela Turnitin, revelou que metade dos estudantes universitários e 22% dos professores entrevistados utilizaram ferramentas de IA em parte de 2023, com uso em correção, feedback e criação de conteúdo;
  • A falta de diretrizes claras sobre o uso ético da IA na educação é um ponto de preocupação, especialmente em relação à personalização do ensino e à propriedade intelectual do trabalho gerado pelas ferramentas de IA;
  • A eficácia da IA na correção e feedback depende do contexto, sendo mais adequada para questões com respostas definitivas do que para análises complexas que requerem intervenção humana para feedback específico e compreensão do progresso do aluno ao longo do tempo.

Um relatório da Tyton Partners, patrocinado pela plataforma Turnitin, revelou que metade dos estudantes universitários e 22% dos membros do corpo docente entrevistados utilizaram ferramentas de IA em parte de 2023. Professores têm usado IA para corrigir trabalhos, fornecer feedback, criar planos de aula e atividades, enquanto os alunos se apoiam em ferramentas como ChatGPT e Copilot para tocar suas tarefas acadêmicas.

Leia mais:

IA na educação

Ilustração de inteligência artificial filtrando informações
Imagem: Pedro Spadoni via DALL-E/Olhar Digital

Entretanto, a falta de diretrizes claras sobre o uso de IA na educação levanta preocupações éticas. Muitas escolas têm políticas para alunos, mas poucas têm para professores. O uso de IA para correção e feedback também suscita questionamentos sobre a personalização do ensino e a qualidade do aprendizado.

Dorothy Leidner, professora de ética nos negócios, destaca, em entrevista à CNN, que a eficácia da IA na correção depende do contexto. Em questões com respostas definitivas, a IA pode superar a correção humana em velocidade e consistência. Contudo, em trabalhos que exigem análises mais complexas, a intervenção humana é essencial para fornecer feedback específico e entender o progresso do aluno ao longo do tempo.

A discussão ética se estende ao uso de IA para criação de conteúdo. Enquanto alguns educadores veem vantagens na rapidez e consistência do feedback da IA, outros questionam a autenticidade e a propriedade intelectual do trabalho gerado. Leslie Layne, instrutora de redação, aponta que o uso de feedback não autêntico pode prejudicar a relação professor-aluno e levantar questões éticas sobre a propriedade intelectual.

Ilustração de cérebro humano com diversas formas de conteúdo em holograma para representar conceito de inteligência artificial
(Imagem: Pedro Spadoni via DALL-E/Olhar Digital)

Leidner e Layne concordam que enviar trabalhos de alunos para IA sem consentimento prévio é problemático, especialmente em níveis avançados de estudo. Algumas soluções, como o software Writable, que usa IA de forma tokenizada para correção, buscam equilibrar a eficiência da IA com a privacidade e a autenticidade do trabalho do aluno.

Plataformas de detecção de plágio, como Turnitin, também desempenham um papel crucial na identificação de conteúdo gerado por IA. No entanto, a precisão dessas ferramentas ainda é uma preocupação, como evidenciado pela desativação de ferramentas de IA devido à baixa taxa de acerto.



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