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IA pode ajudar a reverter a crise climática?

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Por Savile Alves, sócia fundadora da SOLOS

O verão já se foi, mas o calor permanece. Na véspera da entrada do outono, o Rio de Janeiro registrou sensação térmica de 62°C. Entretanto, esse recorde não deve ser comemorado pela cidade maravilhosa. Ele representa um claro sinal de que a crise climática está se agravando e que viver no planeta é um risco. Uma unanimidade entre os pesquisadores mais renomados do mundo é o fato de que essa aceleração da mudança do clima está sendo causada pelas atividades humanas.

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“A Terra não pertence às pessoas; as pessoas pertencem à Terra”. É o que evidencia o professor, cientista e astrofísico, Marcelo Gleiser. Ele defende ainda que matematicamente o Planeta Terra é um dos raríssimos com vida abundante e belezas tão impressionantes de todo o universo e alerta que, sem uma nova conduta moral com a natureza, nossa espécie está completamente fadada ao desaparecimento.

Tal como diria Hemingway, “Devagar e, então, de repente” a Inteligência Artificial passou a dominar o debate público, sendo tema de palestras dos principais eventos de tecnologia e inovação, na academia e no meio corporativo.

A grande pergunta é: diante de um problema tão grave, urgente e tendente, como a IA vai nos ajudar a sair desse buraco?

(Crédito: MST. Rowshonara Begum – Shutterstock)

Disponibilidade da informação

Com a intensificação do uso de tecnologia associada à IA em nosso dia a dia, é preciso que buscadores e redes sociais, aqui expressamente trazendo responsabilidade para Google e Facebook, associem aos algoritmos a disponibilidade de informação sobre como as atividades de cada indivíduo contribuem para esse agravamento e estimulem o acesso à informação.

Verificação de dados

Uso de tecnologia para que sejam cada vez mais precisos e automatizados os dados sobre as atividades correlatas às emissões de CO2. Também é preciso trazer respostas imediatas para reduzir emissões, tornando mais eficientes os processos dentro das cidades e das empresas.

Ilustração de pessoa trabalhando em escritório futurístico usando inteligência artificial
(Imagem: Pedro Spadoni via DALL-E/Olhar Digital)

Diminuição das emissões de CO2

A inteligência artificial também precisa ser usada para otimizar o consumo energético, como, por exemplo, tem proposto o Google, com o programa Environmental Insights Explorer. A iniciativa sugere apoio às cidades para otimizar semáforos para que os carros sejam mais eficientes e emitam menos CO2.

Otimização na gestão de resíduos

É possível, ainda, usar a IA para:

  • Melhorar a identificação dos resíduos;
  • Permitir que haja uma coleta mais eficiente;
  • As unidades de separação também poderão usar a tecnologia para otimizar a separação dos materiais.
  • Reverter ou atenuar os efeitos da emergência climática, possibilitando, democraticamente e em larga escala, monitorar com maior agilidade que humanos as imagens de satélites que revelam potenciais ocorrências de inundações, deslizamentos e queimadas, para que populações possam ser retiradas das áreas de risco.

A humanidade tem sido boa em criar tecnologias e avanços científicos. Agora, nosso maior desafio é evoluirmos com nossas estruturas norteadoras de ética e moral para que possam usar nosso tempo, conhecimentos e capacidades para fazer o certo!



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